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E F E M É R I D E S

2 DE MAIO

 1519

Morte de Leonardo da Vinci      Nasceu a 15 de abril de 1452

O rei Francisco I de França (1494 –1547) havia atribuído a Leonardo da Vinci o solar de Clos Lucé, próximo do Castelo de Amboise, sua residência no vale de Loire, a fim de aquele lhe construir um leão mecânico que pudesse caminhar para a frente, abrindo o peito e mostrando um ramalhete de lírios. Foi neste local que, a 2 de maio de 1519, morre o insigne pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e cientista do Renascimento italiano.

 1919

Greve na Carris

A 2 de maio de 1919, ocorre uma greve levada a cabo pelo pessoal dos elétricos da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, tendo por principal objetivo um aumento salarial.

Fonte: A Capital n.º 3108, de 03-05-1919, p. 2, col 5

Movimento grevista

A 2 de maio de 1919, são encetadas em Lisboa diversas greves reivindicando aumentos salariais e melhores condições de trabalho, incentivadas, em parte, pelas manifestações do 1.º de maio, a que muitos trabalhadores ocorreram por ter havido tolerância de ponto. Para além dos transportes públicos anteriormente referenciados, fizeram greve, entre outros, os serviços de limpeza das ruas, os enterramentos e a distribuição de água canalisada.

Fonte: A Capital n.º 3108, de 03-05-1919, p. 2, colunas 5 e 7

Na Capital do dia seguinte, em editorial com o título “momento grave”, o articulista, alinhando pelo ponto de vista do governo, afirma:

«Estamos, na realidade, ameaçados d’uma paralisação geral do trabalho […] Por muito boa vontade que o governo tenha de atender determinadas pretensões, elas excedem todas as suas disponibilidades […] o aumento dos salários não é remédio eficaz para as dificuldades da vida […] Mercê do aumento de salário em algumas classes, a vida encareceu ainda mais e, dentro em pouco, os operários notavam que o benefício […] fora mais aparente do que real, porque a sua situação se tornara ainda pior do que d’antes».

Fonte: A Capital n.º 3108, de 03-05-1919, p. 1, col. 1

Falta de água agrava o combate a enorme incêndio no Terreiro do Paço

A 2 de maio de 1919, um enorme incêndio eclode no Terreiro do Paço. Os bombeiros tentam dominá-lo mas a falta de água devido à greve dos trabalhadores da Companhia das Águas agrava o seu trabalho, acabando as chamas por destruir por completo outras repartições anexas, nomeadamente a direção geral das alfândegas, a repartição dos impostos indiretos da delegação do tesouro, a 3.ª direção das obras públicas e o arquivo do tribunal do comércio. Calcula-se que, só no arquivo do tribunal, se perderam 20 000 processos. O fogo só seria dominado às 6 da manhã do dia seguinte, com recurso a água do rio Tejo e a um poço existente no local. O governo atribuiu o incêndio a “malvados” que se aproveitaram do facto de não haver água nas torneiras para levar a cabo uma sabotagem de fogo posto. Foram ainda presos indivíduos por, durante o ataque ao fogo, andarem a cortar, rasgar e danificar as mangueiras.

Fonte: A Capital n.º 3108, de 03-05-1919, p. 2, colunas 5 e 6

 1945

Salazar decreta três dias de luto nacional pela morte de Hitler

A 2 de maio de 1945, o governo português decreta três dias de luto nacional pela morte de Hitler, apresentando condolências ao ministro da Alemanha em Portugal, sr. Gustav von Halem. O Estado Novo, dirigido por Salazar, seguia uma ideologia semelhante à praticada pelo partido Nazi.

Fonte: Diário de Lisboa n.º 8058, de 03-05-1945, p. 4, Col. 2, artigo "O luto em Lisboa"