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E F E M É R I D E S

9 DE MAIO

 1950

Dia da Europa - Declaração De Schuman - Nascimento da Europa Comunitária

A 9 de maio de 1950, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, prefere, em francês, uma declaração propondo a criação da CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, tendo em vista a criação de um mercado comum do carvão e do aço. A França, República Federal da Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo foram os membros fundadores desta comunidade.

A braços com a devastação causada na Europa pela II Guerra Mundial e receosos de que a tradicional rivalidade entre a França e a Alemanha desse origem a nova guerra, pensou-se que a fusão dos interesses económicos contribuiria para melhorar o nível de vida das populações dos vários países intervenientes e constituiria – como de facto aconteceu – o primeiro passo para uma Europa mais unida, deixando em aberto a possibilidade de adesão de outras nações do velho continente.

 1978

Aldo Moro é encontrado morto, com um tiro na fronte      Nasceu a 23 de setembro de 1916

Ao princípio da tarde de 9 de maio de 1978, o cadáver de Aldo Moro, raptado há 55 dias pelas Brigadas Vermelhas, é encontrado, com um tiro na fronte, dentro de um automóvel estacionado na Via Caetani. Destacado membro da Democracia cristã italiana, foi primeiro-ministro daquele país por cinco vezes, entre 1963 e 1976.

Fonte: Diário de Lisboa n.º 19651, 2ª Edição, de 09-05-1978, 58º ano de publicação, pp. 1 e 24

 2010

Morte de Lena Horne      Nasceu a 30 de junho de 1917

A 9 de maio de 2010, morre, em Nova Iorque, Lena Mary Calhoun Horne, cantora e atriz norte-americana.

Lenda do jazz e do cinema, destacou-se como defensora da igualdade entre negros e brancos. Em 2002, ao tornar-se a primeira mulher não branca a ganhar um óscar afirmou: «Este momento é para cada mulher negra, sem nome nem rosto, que tem agora uma oportunidade porque esta porta já foi aberta». Quando contava já 80 anos de idade, referiu a um jornalista que «A minha identidade é agora clara para mim. Sou uma mulher negra. Sou livre. Não tenho mais de ser uma imitação de ninguém. Sou apenas eu e diferente de todos os outros».

Fonte 1: Público n.º 7341, de 11-05-2010, suplemento P2, p. 12
Fonte 2: The New York Times, de 10-05-1010