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Efemérides do dia 9 de janeiro



Nascimento de Luísa Todi
Faleceu a 1 de outubro de 1833

A 9 de janeiro de 1753, nasce, em Setúbal, a cantora lírica Luísa Todi.

O seu nome de solteira era Luísa Rosa de Aguiar, tendo adquirido o apelido do marido quando se consorcia, em 1769, com o compositor e primeiro-violinista napolitano Francesco Saverio Todi.

Luísa já havia iniciado a sua carreira, aos catorze anos, no Teatro do Conde de Soure, com Tartufo de Molière. Após o seu casamento, o marido incentiva-a aprender canto com o compositor David Perez.

Estreia-se, em 1771, na corte portuguesa, tendo, com a ajuda do marido, atuado como cantora lírica em todas as cortes europeias, obtendo assinalável êxito.

Passa a ser uma figura imprescindível nas salas de ópera europeias, desde a Rússia a Madrid, passando por Paris, Londres, Turim e Milão entre outras grandes cidades.

Em 1793, vem atuar na corte de Lisboa mas precisa de uma autorização especial para cantar em público, o que era então proibido às mulheres em Portugal.

Em 1799, termina, em Nápoles, a sua carreira internacional.

Crédito da imagem: Luísa Todi, pintura de Madalena Lobão Tello

É reconhecido a todo o assalariado o direito a um descanso semanal de vinte e quatro horas seguidas

Um Decreto publicado no Diário do Governo n.º 7, Série I de 10 de janeiro de 1911, com força de lei de 9 de janeiro, reconhece a todo o assalariado o direito a gozar, como regra ao domingo, um descanso semanal de vinte e quatro horas seguidas.

Nascimento do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto
Prémio Camões 1990
Faleceu a 9 de outubro de 1999

A 9 de Janeiro de 1920, nasce, no Recife, o poeta e diplomata brasileiro João Cabral de Melo Neto.

João Cabral inicia a sua obra poética na senda de Drummond e de Murilo Mendes, notando-se algumas influências de Mallarmé, Valéry, Jorge Guillén e Montale. É considerado o melhor poeta brasileiro do período do Modernismo. O escritor moçambicano Mia Couto chegou a referenciá-lo como o maior poeta da língua portuguesa. Aquando da sua morte, em 1999, falava-se na possibilidade de ser distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.

Abarcando desde tendências surrealistas até temas da poesia popular, o seu rigor estético, marcado pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil.

Foi membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras, tendo sido agraciado, entre outras distinções, com o Prémio Neustadt e o Prémio Camões.

Entre a sua vasta obra poética referenciamos Pedra do Sono (1942), O Engenheiro (1945), O Cão sem Plumas (1945), O Rio (1954), Quaderna (1960), Dois Parlamentos (1961), Terceira Feira (1961), A Educação pela Pedra (1966), Poesias Completas (1940-1965 e 1968), Museu de Tudo (1976) e Escola das Facas (1981).

Morte do encenador e realizador de televisão Artur Ramos
Nasceu a 20 de novembro de 1926

A 9 de janeiro de 2006, morre, em Lisboa, Artur Ramos, encenador, cineasta, realizador de televisão, ensaísta e tradutor.

Após se ter licenciado em Filologia Românica, foi para Paris tirar o curso de realização e montagem no IDHEC, tendo estagiado na televisão francesa.

Regressa a Portugal em 1956, para dirigir, na Feira Popular, as primeiras emissões experimentais da RTP.

Realizou, entre outras, a série televisiva Retalhos da Vida de Um Médico, adaptada da obra homónima de Fernando Namora.

Em 1961, estreia-se como encenador teatral, no Teatro Nacional D. Maria II.

Em 1973, funda e passa a dirigir a Companhia de Teatro do Maria Matos, tendo dado, ainda, a sua colaboração a outras companhias teatrais da região de Lisboa.