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Aconteceu a 2 de fevereiro de 2010



Morte da atriz, escritora e compositora Rosa Lobato Faria

A 2 de fevereiro de 2010, morre, em Lisboa, aos 77 anos, vítima de anemia, Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria, atriz, compositora e escritora portuguesa de romances, poesias, contos, dramas e guiões de novelas e séries.

Fonte: Público n.º 7244, de 04-02-1966, XX.º ano de publicação, p. 1 e pp. 1 e 9 do Suplemento P2

Rosa Lobato Faria havia nascido em Lisboa, a 20 de abril de 1932, no seio de uma família originária da Índia Portuguesa.

Dos 13 aos 17 anos, estuda no Instituto de Odivelas e no Colégio Moderno, tendo, posteriormente, cursado Filologia Germânica na Universidade de Coimbra.

A sua primeira experiência como atriz surge em 1973, quando tinha cerca de 40 anos de idade, ao entrar no filme Perdido por Cem... de António-Pedro Vasconcelos.

Em 1983, participa no elenco de Vila Faia, a primeira telenovela portuguesa e entra no filme Paisagem Sem Barcos, de Lauro António.

Em 1987, colabora, com Herman José e Miguel Esteves Cardoso. na escrita do guião de Humor de Perdição, sitcom em que participa igualmente como atriz.

A partir desta experiência, é convidada a escrever séries e novelas, das quais destacamos Passerelle (1988), Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça (1990), Telhados de Vidro (1994) e Tudo ao Molho e Fé em Deus (1995).

Em 1992, alcança, como letrista, o primeiro lugar no Festival RTP da Canção, com Amor de Água Fresca, interpretado por Dina. Obterá, por mais três vezes, o primeiro lugar neste festival, com Chamar a Música (1994), Baunilha e Chocolate (1995) e Antes do Adeus (1997).

Como romancista, publica, entre outros textos, O Pranto de Lúcifer (1995), Os Pássaros de Seda (1996), Os Três Casamentos de Camilla S. (1997), Romance de Cordélia (1998), O Prenúncio das Águas (1999), A Trança de Inês (2001), O Sétimo Véu (2003), Os Linhos da Avó (2004) e A Flor do Sal (2005).

No conto, publica, dedicado às crianças, A Erva Milagrosa, As quatro Portas do Céu e Histórias de Muitas Cores.

Na poesia, é autora de A Gaveta de Baixo, sendo a sua restante obra poética reunida no livro Poemas Escolhidos e Dispersos (1997).

Como dramaturga, escreve as peças A Hora do Gato, Sete Anos – Esquemas de um Casamento e A Severa.

Para além de Vila Faia, participa em inúmeras outras telenovelas e séries, como Origens (1983), A Mala de Cartão (1992), Crónica do Tempo (1992), Só gosto de Ti (2004) e A Minha Sogra é uma Bruxa (2006).

Regressa ao cinema em películas como O Vestido Cor de Fogo (1986), Tráfico (1998) e em A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América (2003).

A 8 de Junho de 2010, é agraciada, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.