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EFEMÉRIDES

Aconteceu a 17 de fevereiro de 1845



Nascimento de D. Antónia de Bragança

Antónia Maria Fernanda Micaela Gabriela Rafaela de Assis Gonzaga Silvéria Júlia Augusta de Bragança e Bourbon Saxe-Coburgo-Gota, nasce, a 17 de Fevereiro de 1845, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Era filha de D. Maria II, Rainha de Portugal e do seu segundo marido D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e neta materna de D. Pedro IV, Rei de Portugal e primeiro Imperador do Brasil e de sua primeira mulher, a arquiduquesa de Áustria Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena.

É batizada, a 8 de abril de 1845, pelo Cardeal Patriarca D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, tendo tido por padrinhos o seu irmão mais velho D. Pedro, futuro rei de Portugal e a sua avó paterna, de quem herdaria o nome de Antónia. Esta última é representada na cerimónia pela infanta portuguesa D. Ana de Jesus Maria, Duquesa de Loulé.

Poucos meses antes de completar 9 anos, a sua mãe morre de parto, ascendendo o seu irmão ao trono de Portugal, como D. Pedro V.

Durante o casamento real de D. Pedro V com D. Estefânea de Hohenzollern-Sigmaringen, ocorrido cinco anos mais tarde, D. Antónia conhece aquele que viria a ser o seu futuro marido, Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, irmão da nubente.

Com a morte da esposa de D. Pedro V, D. Antónia ascende a primeira figura feminina da corte.

Em dezembro de 1859, quando D. Antónia tinha 14 anos de idade, volta a encontrar-se com Leopoldo que havia ido a Lisboa para devolver pessoalmente diversos bens pertencentes à sua falecida irmã, D. Estefânia.

Dois anos mais tarde, quando D. Antónia já tinha 16 anos, é redigido o contrato de casamento entre esta e Leopoldo, tendo o mesmo sido assinado pelo rei de Portugal D. Pedro V e, mais tarde, pelo Rei da Prússia, Guilherme I.

A cerimónia de casamento realiza-se a 2 de setembro de 1861, no Palácio das Necessidades, tendo sido atribuído a D. Antónia, como dote, 90 contos de réis acrescidos de 30 contos para enxoval e despesas de matrimónio, verba três vezes inferior à atribuída aquando do casamento do seu irmão com D. Estefânia. A dotação anual de uma infanta, era, na altura, de 2 contos e 800 mil réis.

Para celebrar este enlace, foram proporcionados, durante três dias, vários festejos públicos, alegremente aproveitados pela população de Lisboa.

Seis dias mais tarde, o infante D. Luís é incumbido, pelo rei D. Pedro V, de acompanhar os noivos até à Alemanha, utilizando, para o efeito, as corvetas Bartolomeu Dias e Estefânia, comandadas pelo capitão de Fragata José Baptista de Andrade. Seguiram na comitiva, igualmente, o infante D. João, duque de Beja e o Príncipe Carlos, irmão do noivo e futuro rei da Roménia.

A princesa passa a viver com o marido no castelo de Sigmaringen.

No seu papel de princesa consorte, garante a sucessão do principado que Leopoldo herdara de seu pai, dando à luz, aos 19 anos de idade, o primogénito Guilherme. Teria, ainda, mais dois filhos: Fernando, futuro Rei da Roménia, e Carlos António.

Vinte anos mais tarde, a 25 de março de 1887, a princesa, que entretanto enviuvara, visita Lisboa, onde permanece até 19 de maio, sendo carinhosamente recebida pelo povo português que nunca a esquecera.

Em 1913, já era avó de 13 netos, a mais velha dos quais, D. Augusta Vitória, filha do seu primogénito Guilherme, se consorcia, nesse mesmo ano, com o seu sobrinho-neto, D. Manuel II, último rei de Portugal, na altura no exílio.

D. Antónia morre em Sigmaringen, a 27 de dezembro de 1913, aos 68 anos de idade.

Está sepultada na Igreja de Hedinger, junto da família do seu marido.

Os seus contemporâneos consideravam-na uma princesa de rara beleza, sendo muito elogiada pela nora, a princesa Maria de Edimburgo, rainha da Roménia.

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