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efemérides

Aconteceu a 26 de fevereiro de 1925



O comércio marítimo em Portugal atravessa uma crise muito grave

«Os impostos diretos e indiretos lançados sobre a navegação estrangeira [fazem com que] os nossos portos do Douro e Leixões [estejam] quase a ser postos de parte por aquelas companhias que podem utilizar-se só de um porto para as suas operações, servindo-se, para isso, do Tejo.

Outras companhias há, porém, que abandonaram já definitivamente os portos portugueses.

De uma companhia sabemos que escreveu o seguinte aos seus agentes, a propósito das taxas que sobrecarregam a navegação estrangeira:

Portugal now seems impossible for foreign boats to trade there. We are keeping away.

Ora isto parece-nos muito grave, tornando-se indispensável que os governos pensem a sério e urgentemente neste importante problema e voltem à proteção a toda a navegação, não só a nacional como a estrangeira, que o mesmo é que proteger os nossos portos.

A navegação estrangeira é-nos indispensável. Se os outros países lançassem contribuições sobre a navegação portuguesa, como nós fazemos com a navegação estrangeira, que seria da nossa marinha mercante?

[…] Em Dezembro de 1921, entraram em Leixões 71 embarcações e, no Douro, 71 […]. Em 1924, 46 e 56, o que faz prever o próximo abandono dos nossos portos pela navegação estrangeira».

In O Primeiro de Janeiro nº 47, de 26-02-1925, 57º ano de publicação, p.1