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Aconteceu a 3 de maio de 1985



Um triste acontecimento na história da Marinha Mercante portuguesa

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A 3 de maio de 1985, um triste acontecimento ocorre: são extintas, respetivamente através do Decreto-Lei n.º 137/85 e do Decreto-Lei n.º 138/85, a Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos (CPTM) e a Companhia Nacional de Navegação (CNN).

A CNN teve ao seu serviço a maior frota da marinha mercante portuguesa, com nove unidades, desde o Zambézia (1949) até ao Príncipe Perfeito (1961), passando pelo Angola (1948), Moçambique (1949), Niassa (1955), Índia (1951), Timor (1951), Quanza (1929) e Lúrio (1950).

Durante a Guerra Colonial, contingentes militares constituídos por milhares de jovens portugueses foram transportados nestes navios, em “missão de soberania", para os antigos territórios sob administração portuguesa, assim como funcionários do Estado ali colocados.

Há muito que a "morte" da marinha mercante estava latente: as deslocações marítimas foram substituídas por viagens aéreas, muito mais rápidas, a que se deverá acrescentar a perda das colónias, o que, em conjunto, levou a um decréscimo acentuado de passageiros.

Paquetes portugueses foram vendidos ao desbarato. Uns foram para a sucata, outros salvaram-se por terem sido transformados em navios cruzeiros de charme.

Atualmente, os mares são sulcados essencialmente por dois tipos de navios: transporte de mercadorias e cruzeiros turísticos.

Estes últimos são cada vez maiores, transformados em autênticas cidades flutuantes. Infelizmente, nenhum deles flutua sob a bandeira portuguesa.

Temos, no entanto, a esperança de um dia vermos grandes navios de cruzeiros portugueses sulcando pelo menos o Mediterrâneo e o Atlântico, com partida dos excelentes terminais de cruzeiros que já existem em Portugal.

Na nossa opinião, a única holding portuguesa que, de momento, se posiciona em condições para constituir uma companhia de cruzeiros marítimos é a Mystic Invest, proprietária da DouroAzul e de 15 outras empresas do ramo turístico.

Esta holding portuguesa, fundada há 25 anos, iniciou-se apenas com um único navio no Rio Douro. Hoje, possui cruzeiros fluviais em vários países do mundo, tendo iniciado recentemente cruzeiros na Antártida, utilizando navios cada vez maiores.

Espera-se, por conseguinte, um ressurgimento da Marinha Mercante portuguesa. O Magazine O Leme conta estar presente na primeira viagem que um navio de cruzeiros português efetue através do Atlântico e do Mediterrâneo.




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