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Aconteceu a 8 de agosto de 2009



Morte de Raul Solnado

A 8 de agosto de 2009, morre, em Lisboa, o humorista, ator e apresentador de televisão português Raul Augusto de Almeida Solnado.

Inicia-se no Teatro em 1947, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947).

Em 1952, torna-se ator profissional.

Participa, no antigo RCP, no programa radiofónico Arco Íris, um dos mais notáveis projetos de entretenimento do passado, detentor de vários prémios, onde intervinham nones sonantes da altura como Fernando Pessa, Maria Leonor e Isabel Wolmar.

Estreia-se, em 1953, no teatro de revista com Viva O Luxo, apresentado no antigo Teatro Monumental, seguido de Ela não Gostava do Patrão.

Em 1956, intervém em Três Rapazes e Uma Rapariga no Teatro Avenida e participa nos filmes O Noivo das Caldas e Perdeu-se um Marido.

Em 1958, para além de participar nos filmes Sangue Toureiro e O Tarzan do Quinto Esquerdo, viaja, pela primeira vez, até ao Brasil, sem alcançar o sucesso que ambicionava.

Dois anos mais tarde, participa, no Teatro Monumental, na peça A Tia de Charley e intervém em As Pupilas do Senhor Reitor, filme que viria a ser premiado pelo S.N.I. – Secretariado Nacional de Informação.

Entre 1960 e 1961, Raul Solnado toma conta do cineteatro Capitólio, apresentando a revista A Vida é Bela, na qual entra em cena acompanhado de Humberto Madeira, Milu e Carlos Coelho.

Em 1961, surge um dos momentos mais marcantes da sua carreira: o sketch A> Guerra de 1908, integrado na revista Bate o Pé, em cena no Teatro Maria Vitória. No mesmo ano participa, também, no filme Sexta-feira, 13.

O sketch A> Guerra de 1908 atrás citado constituiu um êxito tão grande que, em 1962, é publicado em disco, acompanhado de outro sucesso: A História da Minha Vida. Avidamente comprado, bateu, na altura, todos os recordes de vendas.

A partir de 1963, faz teleteatro no Brasil – desta vez com enorme êxito – e intervém em programas gtelevisivos das cadeias Excelsior e TV Record. Em Portugal, intervém no maior êxito de 1963 da RTP: Vamos Contar Mentiras.

Em 1964, funda o Teatro Villaret, onde protagoniza, em 1965, "O Impostor-Geral". Raul Solnado e Mariema recebem, por essa altura, os Prémios de Imprensa para melhores atores de teatro de revista.

Outro momento importante na sua carreira: em maio de 1966 é lançado o EP Chamada Para Washington.

O êxito dos seus discos ultrapassa todas as espectativas, pelo que em dezembro de 1968 surge o EP Cabeleireiro de Senhoras e, no ano seguinte, é editada uma compilação dos seus maiores êxitos, onde se incluíam História do Meu Suicídio, Chamada para Washington, O Bombeiro Voluntário, A Guerra de 1908, O Cabeleireiro de Senhoras e História da Minha Vida. Este disco foi distribuído pelos militares em missão de soberania no Ultramar, possuindo muitos deles ainda um exemplar.

Em 1969, participa nos programas televisivos Zip-Zip da RTP, outro assinável momento da sua carreira. Gravados no Teatro Villaret, eram escritos e apresentados por Raul Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia. Em dezembro desse ano, protagoniza a peça O Vison Voador.