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Aconteceu a 14 de agosto de 1433



Morte de D. João I, «Rei de Portugal e do Algarve e Senhor de Ceuta»

A 14 de agosto de 1433, ocorre a morte de D. João I, Mestre de Avis.

50 anos antes, havia acontecido em Portugal a chamada Crise de 1383/85, originada pela morte do rei Fernando de Portugal, sem ter deixado herdeiros masculinos.

D. João I de Castela pretende assumir o trono português, em virtude de ser casado com a filha de D. Fernando, mas as Cortes, reunidas em Coimbra, determinam que o herdeiro legítimo deveria ser D. João I, fruto de uma relação extraconjugal de D. Pedro I de Portugal com uma dama galega chamada Teresa Lourenço.

Como resultado desta determinação, D. João I, Mestre de Avis, ascende ao trono a 6 de abril de 1385. Descontente, D. João I de Castela invade Portugal.

No final da tarde de 14 de agosto de 1385, ocorre a Batalha de Aljubarrota: D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira à frente de tropas portuguesas e inglesas, inflige uma pesada derrota ao exército castelhano e aos seus aliados liderados por D. João I de Castela.

Esta batalha põe fim à crise de 1383-85, consolidando D. João, Mestre de Avis, como Rei de Portugal.

A Aliança Anglo-Portuguesa estabelecida entre os dois países em 1373 sai reforçada após esta batalha, conduzindo, em 1386, à sua renovação através do Tratado de Windsor e ao casamento, em 1387, de D. João I com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gante, 1.º Duque de Lencastre e de sua mulher Branca de Lencastre.

Fernão Lopes, na Crónica de el-rei D. João I, atribui a esta rainha uma generosidade extrema que em muito contribuiu para a estima que o povo por ela nutria. Retrata-a, ainda, como possuidora de uma cultura muito acima da média, tendo introduzido bons costumes na corte portuguesa.

Todos os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre que chegaram à idade adulta (Ínclita Geração) ficaram conhecidos na Europa pela instrução esmerada que a mãe lhes transmitiu:

A lembrança da luta encetada por D. João I em prol da independência de Portugal e a expansão territorial para África iniciada no seu reinado com a conquista, em 1415, de Ceuta, esteve na origem do cognome que lhe foi atribuído: O de Boa Memória.

Fonte: Chronica del Rey D. Ioam I de Boa Memoria e dos reys de Portugal o decimo, Fernão Lopes (1380-1460)




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