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Aconteceu a 29 de setembro de 1933



Nascimento de Samora Machel

A 29 de setembro de 1933, nasce, em Madragoa (atualmente Chilembene, Província de Gaza), Samora Moisés Machel, que haveria de ser presidente de Moçambique desde 25 de junho de 1975, data da Independência deste novo país, até ao dia da sua morte, a 19 de outubro de 1986.

Neto de um guerreiro de Gungunhana, ascendeu na estrutura da Frelimo até se tornar presidente desse movimento de libertação.

Antes da independência do seu país, encetou uma ofensiva diplomática que granjeou apoios não apenas junto de países socialistas como do próprio Paulo VI, chefe da Igreja Católica e aliado tradicional de Portugal.

Após o movimento do 25 de abril de 1974, Mário Soares, seguindo instruções emanadas de Spínola, tenta convencer, sem sucesso, Samora a aceitar um referendo sobre a eventual independência de Moçambique, abrangendo toda população independentemente da sua ascendência.

Posteriormente, uma delegação portuguesa composta por Melo Antunes acaba por considerar a Frelimo como único representante do povo moçambicano, marcando a independência para o dia 25 de junho de 1975.

Uns dias antes da Independência, Samora inicia um percurso desde o norte até ao sul de Moçambique: «do Rovuma ao Maputo». Discursando nas principais localidades, faz duras críticas aos colonos, muitos dos quais, por ali viverem há várias gerações, se consideravam genuinamente moçambicanos. Grande parte da população de ascendência europeia, receando pela sua vida, já havia abandonado Moçambique. Estes discursos inflamados levam a que muitos outros o façam também, deixando o novo país sem quadros especializados para o seu desenvolvimento, já que a política do Estado Novo pouco se preocupara em criar competências que abrangessem toda a população, independentemente da sua ascendência.

No dia da Independência, os poucos portugueses de origem europeia que ali ficam por não querer abandonar a sua terra natal ou por acreditar que poderiam contribuir com os seus conhecimentos técnicos para o desenvolvimento do novo país, manifestam plena satisfação buzinando os seus carros pelas principais artérias das grandes cidades, com especial destaque em Lourenço Marques, atual Maputo.