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Efemérides do dia 7 de novembro



Nascimento de Marie Curie
Faleceu a 4 de julho de 1934

A 7 de novembro de 1867, nasce, em Varsóvia, capital da Polónia, a cientista Maria Sklodowska.

Tendo ido viver para França, assume, após o casamento, o apelido do marido, passando a ser conhecida por Marie Curie.

Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1903 e o Prémio Nobel da Química em 1911.

Nascimento de Cecília Meireles
Faleceu a 9 de novembro 1964

A 7 de novembro de 1901, nasce, no Rio de Janeiro, Cecília Benevides de Carvalho Meireles, poetisa, professora e jornalista brasileira.

Iniciou a carreira literária em 1923, com os livros de poemas Nunca Mais e Poema dos Poemas, quando o modernismo lançava os seus primeiros passos.

O Diário de Lisboa escreveu, na altura da sua morte, que o desaparecimento de Cecília Meireles privou a literatura brasileira de uma figura de singular altitude e Portugal de uma amizade séria e profunda.

Fonte: Diário de Lisboa n.º 15055, de 12-11-1964, suplemento Vida Literária e Artística, pp. 1 e 7

Estreia o filme português A Canção de Lisboa

A 7 de novembro de 1933, estreia, no cinema São Luiz, em Lisboa, o filme português “A Canção de Lisboa”.

Os jornais da época deram, no dia seguinte, o maior destaque a este acontecimento. O Diário de Lisboa, por exemplo, escolheu o seguinte título para a sua reportagem: «A estreia da “Canção de Lisboa” constitui um espetáculo memorável de elegância, de beleza e de entusiasmo». O articulista, depois de descrever o ambiente na rua à volta do cinema São Luiz «inundado violentamente de luz», compara aquela sala de espetáculos a um «palácio fantástico». A multidão comprime-se e vê passar para o interior da sala «fardas de gala, mulheres de beleza ignorada, ombros nus, casacas elegantíssimas, o mundo frívolo, aristocrático e intelectual de Lisboa». Mais adiante, ao descrever o ambiente no interior da sala, retrata os atentos espetadores iniciando-se «na grande revelação do cinema português», olhando para o ecrã onde «Há sol [...] muito sol mesmo. Estrugem na sala as primeiras gargalhadas que pegam como fogo e incendeiam o público, que delira com a Beatriz, o Vasco, o António Silva {…] E tudo aquilo é português, até a nossa língua, tão rápida, tão harmoniosa, tão cristalina».

Fonte 1: Diário de Lisboa n.º 3947, de 07-11-1933, p. 4
Fonte 2: Diário de Lisboa n.º 3948, de 08-11-1933, p. 5