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Efemérides do dia 25 de novembro



Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) designou oficialmente o dia 25 de novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

Esta data visa alertar a sociedade para os vários casos de violência contra as mulheres, nomeadamente casos de abuso ou assédio sexual, maus tratos físicos e psicológicos.

Em Portugal, 85% das vítimas de violência doméstica são mulheres; no entanto, existem, também, casos de violência doméstica sobre maridos, crianças e idosos.

Nascimento de Eça de Queirós
Faleceu a 16 de Agosto de 1900

A 25 de novembro de 1845, nasce, na Póvoa do Varzim, o escritor português José Maria Eça de Queirós [ou Queiroz, conforme a grafia vigente na sua época].

Iniciou a sua carreira nas letras, quando era finalista do curso da Faculdade de Direito de Coimbra, com folhetins dominicais na Gazeta de Portugal.

De 1866 a 1875, Eça escreve temas românticos mas já com processos de descrição realista. Fazem parte desta época, Prosas Bárbaras, Mistério da Estrada de Sintra e alguns contos.

De 1875 a 1887, entra na fase realista, com uma forte crítica social. Neste período, cria o romance de costumes, com análise objetiva e, por vezes, até cruel da sociedade, tendo por sustentáculo a ironia. O Crime do Padre Amaro, O primo Basílio, O Mandarim, A Relíquia, Uma Campanha Alegre e Os Maias, pertencem a este período, sendo esta última obra considerada o expoente máximo do realismo português.

Numa terceira fase, de cariz nacionalista / realista (1887 a 1900), de tendências por vezes excessivas, embora atenuadas pela moderação e pelo sarcasmo, inserem-se A Ilustre Casa de Ramires, A Cidade e as Serras, A Correspondência de Fradique Mendes, Últimas Páginas e diversos contos.

Para um mais amplo conhecimento sobre este autor, recomenda-se a leitura dos seguintes livros:

Eça de Queiroz, Carlos Reis
História da Literatura Portuguesa, de António José Saraiva e Óscar Lopes

Folhetim Concurso Prova de Amor

O Diário de Notícias de 25 de novembro de 1928 inicia a publicação do folhetim Prova de Amor, pedindo aos seus leitores que «segundo a sua sensibilidade e natural argúcia em matéria de amor» descubram qual dos três heróis (Henrique, René e Filipe) dará a maior prova da sua paixão pela «adorável e simpática» Raimunda. Aquele jornal estabelece para os concorrentes 3 000$00 em prémios a sortear entre os que acertem na resposta.

Fonte: Diário de Notícias n.º 22570, de 25/11/1928, Ano 64º pp. 1 e 9

Numa altura em que em Portugal as emissões de rádio davam ainda os primeiros passos, estes folhetins diários com histórias de amor tinham junto das leitoras um impacto semelhante ao das atuais telenovelas. Quem não comprava jornais pedia-os emprestados às vizinhas, trocando palpites sobre o evoluir das histórias narradas. Tal como nos dias de hoje, estes folhetins e os prémios atribuídos aumentavam de forma significativa a tiragem dos jornais e fidelizavam os leitores.

Na época, estes folhetins diários tinham, junto do público, uma aceitação idêntica às telenovelas de hoje, usando títulos iguais ou parecidos. Na imagem, a telenovela brasileira homónima, emitida originalmente pela cadeia RecordTV, entre 2005 e 2006.

A peça The Mousetrap (A Ratoeira) estreia em Londres, mantendo-se em cena até hoje

A 25 de novembro de 1952, estreia, em Londres, no New Ambassadors Theatre, a peça de Agatha Christie The Mousetrap (A Ratoeira).

Fonte 1: Diário Popular n.º 13891, de 25-11-1982, p. 33, por ocasião do 30º ano em cena da peça A Ratoeira

Fonte 2: Site do St. Martin's Theatre

Apesar da estreia mundial desta peça ter ocorrido a 6 de Outubro de 1952, no Theatre Royal de Nottingham, seguida de outras representações em Manchester, Birmingham e Newcastle, apenas a partir de 25 de Novembro de 1952, passou a ser encenada sem interrupção em Londres, inicialmente no New Ambassadors Theatre e, posteriormente, no St. Martin's Theatre, onde ainda hoje se mantém.

A 6 de Novembro de 2002, aquando da celebração do 50º ano em cena, foi feita uma apresentação de gala, com a presença da Rainha Isabel II e do Duque de Edimburgo.

Não deixem de fumar!

«Por amor de Deus, não deixem de fumar!» pediu o chancelar do Tesouro, dirigindo-se ao povo britânico, num discurso pronunciado em Manchester.

«O imposto sobre o tabaco - acrescentou - é o mais fácil de receber e traz ao Tesouro mais de 600 milhões de libras por ano».

Fonte: O Primeiro de Janeiro n.º 325, de 26-11-1953, ano 85.º, p. 1

Nesta época, os governos ainda não sensibilizavam os cidadãos para os perigos do tabaco, antes pelo contrário, não havia qualquer pudor em apresentar o seu consumo como altamente vantajoso para as finanças do Estado.

Constitucional aprova lei das 40 horas na Função Pública

A 25 novembro de 2013, por 7 votos a favor e 6 contra, o Tribunal Constitucional aprova o aumento do horário de trabalho para 40 horas no setor público.