«Desde os primórdios da sua história, Portugal soube sempre acolher-se ao regaço da Mãe de Jesus.
Como povo em crescimento e em busca da consolidação de fronteiras, dedicou, desde os primeiros tempos da sua história, uma terna e filial afeição à Virgem Maria que escolhera como sua Senhora.
De entre as inúmeras invocações, com que a Ela se dirige, sobressai, desde muito cedo, no horizonte de um culto sempre crescente, a da Imaculada Conceição.
No Calendário de Salisbury, adotado pelo primeiro bispo de Lisboa reconquistada, Gilberto Hastings (1147-1166), já figurava a referência ao mistério de Maria Imaculada».
In Nota pastoral
da Conferência Episcopal Portuguesa, por ocasião do 150.º aniversário da definição dogmática da Imaculada Conceição.