A 9 de dezembro de 1706, morre, em Alcântara, D. Pedro II, rei de Portugal.
Era o quinto filho do rei João IV e de sua esposa a rainha Luísa de Gusmão.
Protagonizou uma das páginas mais conhecidas da História de Portugal:
O seu irmão, D. Afonso VI, havia herdado o trono, por morte de D. João IV, pai de ambos.
Sob a alegação de que D. Afonso VI era inapto para governar, o seu irmão D. Pedro derrubou o legítimo rei através de um golpe de Estado e iniciou um processo de anulação do casamento deste com Maria Francisca Isabel de Saboia, alegando que o mesmo não havia sido consumado, tendo posteriormente casado com a cunhada.
D. Afonso VI passa o resto da vida encarcerado num quarto do Palácio de Sintra, local de passagem obrigatória para turistas nacionais e estrangeiros que se comovem ao observar o desgastado chão provocado pelas constantes passadas do deposto rei ao longo de muitos anos.
Enquanto D. Afonso VI foi vivo, D. Pedro não pode usar o título de rei, desempenhando apenas as funções de regente.
Durante a sua regência, ocorreu o Tratado de Lisboa (1668), pondo fim ao conflito com a Espanha devido à Restauração da Independência de Portugal, facto que motivou o cognome que lhe foi atribuído: o Pacificador.
Após a morte do irmão, em 1668, D. Pedro passa a ostentar o título de Rei de Portugal e Algarves.