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O SABER NÃO OCUPA LUGAR
breve apontamento



Princípio de Arquimedes.

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Hierão II, tirano de Siracusa, na Sicília, entre 270 a.C. e 215 a.C., havia entregue ouro puro a um ourives para este fizesse uma coroa que ornasse, num templo, a estátua de um deus.

Quando a coroa ficou pronta, Hierão receou que o ourives tivesse utilizado na sua confeção alguma prata, um metal mais barato, ficando com uma parte do ouro para si.

Com os conhecimentos da época, o problema só poderia ser resolvido derretendo a coroa de modo a transformá-la num formato regular. Seria possível, então, encontrar o seu volume. Dividindo a massa da coroa pelo volume, seria possível obter a sua densidade, que variaria consoante os metais utilizados.

Como o rei não queria destruir a coroa, pediu ao cientista grego Arquimedes (287 a.C. – 212 a.C.) que resolvesse este problema.

Durante horas, este tenta encontrar uma solução sem a obter. Cansado, decide tomar um reconfortante banho e, ao entrar na banheira, repara que o nível da água havia subido e apercebe-se, de imediato, que se mergulhasse a coroa num recipiente cheio de água, o líquido que transbordasse corresponderia exatamente ao volume da coroa, permitindo calcular a densidade do metal utilizado na sua confeção.

Conta a tradição que Arquimedes saiu da banheira e, mesmo nu, atravessa a correr a cidade para se dirigir ao palácio de Hierão II gritando: Eureka! Eureka! (Descobri! Descobri!).

Confirmou-se que o ourives havia sido desonesto.

E assim surgiu o célebre Princípio de Arquimedes:

Qualquer corpo mergulhado num fluido sofre uma impulsão vertical de baixo para cima, igual ao peso do volume do fluido deslocado.




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